Mau Hálito: 5 dicas para se livrar do problema

Redação Vibenews

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O mau hálito é uma das desordens de saúde bucal que mais atinge os brasileiros. Segundo dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), aproximadamente 30% da população sofre com o problema, o que significa cerca de 50 milhões de pessoas. Na maioria das vezes, o mau hálito não apresenta um risco sério, mas  impacta bastante na qualidade de vida. Afinal, quem sofre com o problema pode ter sua confiança e autoestima afetadas. É comum, também, que a pessoa evite situações sociais, a fim de evitar constrangimentos. Mas não só: o odor desagradável pode ser um indicativo de alguma doença mais grave, como problemas renais, gastrointestinais entre outros como diabetes descompensada, hipoglicemia e úlcera.

“A causa para o mau hálito pode ser multifatorial e pode ter relação com uma condição sistêmica, porém, na maioria dos casos, o mau hálito vem mesmo da boca”, afirma o Cirurgião-Dentista Dr. Fábio Azevedo, Consultor Científico do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da S.I.N. Implant System. “Geralmente a halitose é originada de doenças bucais, como cáries, inflamações gengivais ou pode ser decorrente de desidratação ou da saburra lingual, que é aquela placa branca que se deposita sobre a língua quando a higienização não é bem feita”, conclui.

Em tempo: o que chamamos de mau hálito é na verdade o forte odor liberado quando a placa bacteriana começa a fermentar na região dos tecidos adjacentes aos dentes e língua, que está associado ao acúmulo de resíduos alimentares e a descamação de células epiteliais da região.

Confira a seguir os melhores aliados para manter um hálito puro e fresco:

1) Mantenha uma higiene bucal adequada: grande parte dos casos de mau hálito ocorre por causa de restos de alimento que ficam na cavidade oral. “Escovar os dentes e usar o fio dental depois de todas as refeições, além de usar a própria escova ou um limpador para higienizar a língua são atitudes fundamentais na prevenção do mau hálito e, também, de quase todos os problemas de saúde bucal”, diz o especialista.

2) Evite o cigarro: um dos principais vilões do hálito agradável é o fumo. “A saliva tem um papel importante na higienização natural da boca; ela ajuda a remover restos de alimentos e diminui a proliferação de microrganismos. Fumar deixa a cavidade bucal ressecada e diminui o fluxo salivar, deixando a pessoa mais suscetível a desenvolver odores ruins na boca”, explica o Dr. Azevedo.

3) Cuidado com a alimentação: uma alimentação equilibrada também tem um papel importante na prevenção da halitose. “Ao evitar alimentos pegajosos que ficam presos nos dentes e dificultam a higienização, além daqueles ultraprocessados e ricos em açúcar, você tem menos chance de desenvolver mau hálito e outros problemas, como as cáries”, diz o especialista. “O jejum também diminui a produção de saliva e causa mau hálito, portanto, é recomendado não passar mais do que quatro horas sem comer”, conclui.

4) Troque uma ideia com alguém de confiança: o grande pavor que se tem relacionado ao mau hálito é que, na maioria das vezes, quem sofre com ele não percebe e, também, não tem certeza sobre o grau e com que frequência acontece. Por isso, é importante ficar atento a alguns sinais a fim de identificar e tratar a halitose, caso o problema exista. “Muitas pessoas evitam falar que alguém tem mau hálito, visto que a situação toda pode ser muito desconfortável. Portanto, se você tem sentido algum cheiro ou gosto estranho na boca, não tenha vergonha e pergunte para alguém de confiança sobre o seu hálito”, indica o dentista. “Se identificar o problema, procure um profissional”, afirma o especialista.

5) Procure o dentista: a boa notícia é que o mau hálito pode ser tratado de forma simples. “Manter visitas regulares ao dentista é essencial na prevenção do problema já que, fazendo isso, será possível identificar e tratar o que está originando o mau cheiro na boca”, explica Azevedo. “O profissional também irá fazer uma limpeza de tártaro sempre que houver necessidade, o que contribui para afastar o mau hálito”, diz o Dr. Azevedo.

Fonte: Key Press Comunicação

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