Brasil

Beneficiários do Bolsa Família ocuparam 85% das vagas formais criadas desde 2023

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Imagem: divulgação · Vibe News

Um estudo da Fundação Getulio Vargas, a FGV, mostra que os beneficiários do Bolsa Família responderam por praticamente 85% do saldo de empregos formais criados no Brasil entre janeiro de 2023 e julho de 2026.

De acordo com o levantamento, nesse período foram abertas 5 milhões, 380 mil vagas com carteira assinada, já descontando as demissões. Desse total, 4 milhões, 580 mil postos foram ocupados por trabalhadores que recebiam o benefício social.

A pesquisa foi elaborada a partir do cruzamento de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, com informações do Bolsa Família e do Cadastro Único.

Segundo os economistas responsáveis pelo estudo, os resultados contrariam a tese de que programas de transferência de renda desestimulam a busca por trabalho, uma vez que o levantamento mostra que os beneficiários tiveram participação expressiva na expansão do emprego formal nos últimos anos.

Ainda de acordo com o estudo, o perfil predominante dos trabalhadores contratados é formado por jovens, mulheres, pessoas pardas e com ensino médio completo.

A faixa de 18 a 24 anos concentrou mais de 40% do saldo de novas vagas.

As mulheres responderam por 55% das contratações líquidas entre os beneficiários do programa, enquanto os homens representaram cerca de 45%.

O estudo também aponta diferenças regionais. Estados do Nordeste e da região Norte registraram forte participação dos beneficiários do Bolsa Família na geração de empregos, em alguns casos compensando até mesmo a perda de vagas entre trabalhadores que não recebem o benefício.

Mas vale ressaltar que o levantamento não mede por quanto tempo os trabalhadores permaneceram no programa nem avalia diretamente os efeitos da regra de proteção, mecanismo que permite a continuidade parcial do benefício quando a renda familiar aumenta.

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