O Instituto Butantan recebeu autorização da Anvisa para iniciar a produção nacional da vacina contra a chikungunya, garantindo que o imunizante seja distribuído de forma mais barata e acessível pelo Sistema Único de Saúde.
A decisão oficializa o instituto como local de fabricação da vacina batizada de Butantan-Chik, que será formulada e envasada inteiramente no Brasil a partir de agora.
Embora o imunizante já tivesse o registro aprovado desde o ano passado, a produção dependia anteriormente de fábricas estrangeiras na Europa.
Com a nacionalização do processo, o governo paulista e a diretoria do Butantan reforçam que a vacina mantém os mesmos padrões de segurança e eficácia, mas com um custo reduzido para os cofres públicos por ser fabricada por uma instituição nacional.
Os testes clínicos realizados com voluntários apontaram que praticamente 99% dos imunizados produziram anticorpos contra a doença, apresentando apenas efeitos colaterais leves, como dores de cabeça e fadiga.
A vacina é indicada para adultos entre dezoito e cinquenta e nove anos que vivem em áreas de exposição ao vírus.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya pode causar febre e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e punhos.
Outros sintomas comuns são dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Entre as sequelas da doença estão dores crônicas nas articulações que podem persistir por vários anos.
Só no ano passado, segundo a Opas, a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados 500 mil casos de chikungunya em todo o mundo.
No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, foram mais de 127 mil casos, com 125 óbitos.