O IBGE divulgou nesta terça-feira os números do IPCA, indicador considerado a inflação oficial do país, que ficou em 0,67% em abril.
O resultado indica desaceleração da alta do custo de vida, já que ficou 0,21 ponto percentual abaixo do resultado de março.
Mas vale destacar o comportamento do grupo Alimentação e bebidas, que é o de maior peso na composição da inflação oficial do país e, no mês de abril, foi o grupo que mais pressionou a inflação,
O encarecimento médio dos itens do grupo, na comparação com o indicador do mês anterior, foi de 1,34%.
A alimentação no domicílio, por exemplo, avançou 1,64%.
Contribuíram para esse resultado o encarecimento, principalmente, da cenoura, do leite longa vida, da cebola, do tomate e das carnes.
Alguns itens, no entanto, ficaram mais baratos e ajudaram a segurar a alta da inflação, como o café moído e o frango em pedaços.
No grupo saúde e cuidados pessoais, que registou a segunda maior alta do mês, o principal impacto veio dos produtos farmacêuticos que encareceram, em média, 1,77%, após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril.
Outro ponto que vale destacar da pesquisa é a desaceleração das altas no grupo Transportes, que saiu de 1,64%, em março, para abril, 0,06%, em razão, especialmente, da queda de 14,5% no subitem passagem aérea.
No entanto, os combustíveis encareceram 1,80%, com destaque para a gasolina, que foi o subitem com maior impacto individual na inflação de abril. Apesar de ter subindo menos do que em março, a gasolina encareceu, em média, 1,86%, em abril, respondendo por 0,10 ponto percentual do indicador mensal.
Com o resultado de abril, o IPCA agora acumula alta de 2,60% no ano e, nos últimos 12 meses, de 4,39%, ainda dentro do limite máximo da meta estabelecida para este ano, que é 4,5%.