Vacina brasileira contra a malária avança para fase de testes em humanos

A primeira vacina brasileira contra a malária recebeu autorização da Anvisa para iniciar testes em seres humanos.
O imunizante, chamado Vivaxin, foi desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com a Universidade de São Paulo e o laboratório Cristália.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina é voltada para o combate ao Plasmodium vivax, parasita responsável pela maior parte dos casos de malária registrados no Brasil.
A primeira fase dos estudos em humanos será realizada no Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte, com 48 voluntários entre 18 e 59 anos que nunca tiveram a doença.
Os participantes receberão três doses da vacina, com intervalo de 28 dias entre as aplicações, e serão acompanhados por cerca de um ano.
Parte dos voluntários receberá placebo para comparação dos resultados.
Nesta etapa, os pesquisadores vão avaliar principalmente a segurança do imunizante, possíveis reações adversas e a capacidade de estimular a resposta imunológica contra o parasita.
A eficácia da vacina na prevenção da malária será analisada nas próximas fases da pesquisa, que deverão envolver um número maior de participantes.
Atualmente, já existem vacinas contra a malária recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. No entanto, elas foram desenvolvidas para combater uma espécie do parasita mais comum na África.
Em 2025, o Brasil registrou pouco mais de 118 mil casos de malária, concentrados principalmente na região amazônica.
Os principais sintomas da malária são febre, calafrios, suor intenso, dor de cabeça e dores no corpo. Sem tratamento adequado, a doença pode provocar complicações graves e até a morte.
Vale lembrar que ainda não há previsão para uma possível disponibilização da vacina à população, já que o imunizante precisará demonstrar segurança e eficácia ao longo das próximas etapas de pesquisa.

