Pressão no orçamento: custo médio do aluguel residencial sobe 10 vezes mais que a inflação em julho

O preço médio do aluguel residencial desacelerou no sétimo mês do ano.
É o que aponta o indicador que acompanha a variação dos preços de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, sendo 22 capitais, com base em informações de anúncios na internet.
O chamado Índice FipeZap registrou uma alta de 0,70% no mês passado, um percentual menor em relação à variação de 0,81% de junho.
A taxa de 0,70% de julho, no entanto, é 10 vezes maior que a inflação registrada no mesmo período, que ficou em 0,07%, de acordo com os dados recém-divulgados pelo IBGE.
Considerando o intervalo de 12 meses acumulados até julho, o avanço é de 9,28% e também supera a inflação oficial, que beira 4,5% - ou seja, mais que o dobro.
Na média, considerando as 36 cidades monitoradas, fechar um novo contrato de aluguel residencial chegou a 54 reais e 17 centavos por metro quadrado em julho.
Analisando as 22 capitais monitoradas, a que fechou o mês apresentando o metro quadrado mais caro do aluguel para moradia foi São Paulo: 65 reais e 18 centavos.
Logo atrás aparece Recife: 64 reais e 11 centavos. Belém, Florianópolis, Rio de Janeiro, São Luís, Maceió, Vitória, Brasília e Salvador também registraram preços maiores que a média nacional.
Já Teresina e Campo Grande são as capitais que têm o metro quadrado mais barato. Na média, o metro quadrado de um apartamento para moradia custou para o inquilino novo, nas capitais do Piauí e do Mato Grosso do Sul ficou em torno de 32 reaus no mês passado.