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Novo salário mínimo impacta custos e eleva receita das empresas

O reajuste do salário mínimo de R $ 1 .412 ,00, que começou a ser pago neste mês de fevereiro para os trabalhadores brasileiros, impacta diretamente os custos das empresas, uma vez que influencia os gastos, como a folha de pagamento.
Por outro lado, o aumento do salário mínimo pode gerar impactos positivos para as empresas, como o ressalta o administrador Lucas Amoni, especialista em empreendedorismo e conselheiro do CRAMG, Conselho Regional de Administração de Minas.
Se vai ter um ganho real do salário, já que o reajuste está acima da inflação, haverá uma maior circulação de dinheiro na economia e vai beneficiar a atividade econômica como um todo. As empresas vão ter a oportunidade de vender mais, pois o reajuste foi maior do que a inflação, ou seja, houve um ganho real.
Portanto, vai ter um valor a mais do salário em relação ao período anterior. Embora o reajuste do salário mínimo represente um desafio para as empresas em termos de custos, também pode ser visto como uma oportunidade para estimular a economia e fortalecer a relação entre empregadores e funcionários.
Do ponto de vista do consumidor, se o preço sobe e o salário não, ele vai consumir menos. Do ponto de vista da empresa, a empresa tem uma facilidade maior de reajustar os preços, mas quando o mercado não aceita esse aumento, pode gerar uma queda no volume de vendas, essa empresa pode reduzir o seu lucro, então também sai prejudicada.
O Dieese, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, estima que 59 milhões de pessoas ganham um salário mínimo no Brasil, o que provocaria um incremento da renda anual no montante de R $ 69 bilhões no país.
O Dieese também avalia que o reajuste do salário mínimo vai provocar um incremento de R $ 37 bilhões na arrecadação tributária anual sobre o consumo no Brasil.

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