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Novas regras para geladeiras já estão valendo: preços podem aumentar, mas conta de luz vai diminuir

Já começaram as valer as novas regras para fabricação e importação de geladeiras.

Em resolução publicada pelo Ministério Minas e Energia, no começo de dezembro, foram estabelecidos novos índices mínimos de consumo de energia elétrica para geladeiras e congeladores de uso doméstico, mas com prazo até 2026 para retirada dos eletrodomésticos considerados inadequados do mercado.

A Eletros, associação que representa as indústrias do setor, afirma que 83% dos refrigeradores vendidos no mercado brasileiro atualmente estão fora dos novos padrões e diz que a adaptação às regras vai fazer com que os preços dos aparelhos subam.

Segundo o governo, em consulta pública para definição dos novos índices, os fabricantes estimaram um aumento de cerca de 23%, o que daria em torno de R$ 350, considerando os atuais preços dos produtos mais básicos.

Mas, ainda de acordo com o Ministério, essa diferença pode ser paga em até um ano com a economia gerada na conta de luz do consumidor.

De modo geral, a estimativa do Ministério é que a medida vai impedir que cerca de 5,7 milhões de toneladas de gás carbônico sejam emitidas até 2030, além de uma economia de energia elétrica a ser gerada é de 11,2 Terawatthora (TWh), o que equivale ao que todas as casas  da região Norte do país consomem anualmente.

Vale ressaltar que, a partir de agora, modelos fora do novo padrão estabelecido não poderão mais ser produzidos, mas ainda podem ser vendidos até o fim de 2025.

E o consumidor não precisa se preocupar. Os prazos valem apenas para a fabricação ou importação de novos produtos, ou seja, não exige nenhum tipo de adaptação das geladeiras que já estão em uso na casa das pessoas.

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