Na quarta-feira (29), Safina Namukwaya, de 70 anos, deu à luz gêmeos na Uganda. Ela passou por um tratamento de fertilização in vitro, e é uma das mulheres mais velhas a ter filhos através do procedimento.
Em 2020, aos 67 anos, ela deu à luz uma menina, sendo esse o segundo parto de Safina em três anos. Até o momento, não se sabe se foi usado o óvulo de uma doadora ou se, quando mais nova, realizou o congelamento de óvulos.
“Na fertilização in vitro (FIV), podemos usar tanto o óvulo da paciente, quanto um de doação. Com isso, fertilizamos o óvulo com espermatozóides em laboratório e inserimos o embrião no útero da mulher. Esse é um dos grandes avanços da medicina reprodutiva, pois podemos proporcionar que, através de procedimentos como a FIV, o sonho da maternidade seja alcançado mesmo após a queda natural da fertilidade”, comenta Edson Borges Jr, Diretor Científico do Instituto Sapientiae – Centro de Estudos e Pesquisa em Reprodução Assistida – e Diretor Médico no FERTGROUP.
Normalmente, as mulheres passam pela menopausa entre as idades de 45 e 55 anos.
A fertilidade cai nesse período, mas os avanços na medicina tornaram possível que elas deem à luz através da fertilização in vitro (FIV).
Durante o processo, um óvulo é removido dos ovários da mulher e fertilizado com espermatozoides em laboratório. O óvulo fertilizado, chamado embrião, é então colocado no útero da mulher para crescer e se desenvolver.