Ao menos 15 milhões e 100 mil pessoas no país têm dívidas com instituições financeiras maiores do que são capazes de pagar.
É o que indica o recém-divulgado Relatório de Economia Bancária do Banco Central.
O BC chama de endividamento de risco.
O documento divulgado pela autoridade monetária revela que, em marco deste ano, 105 milhões de pessoas tinham empréstimos em aberto – 20 milhões de pessoas a mais em relação a março de 2021.
E, ao fim do terceiro trimestre desse ano, 14 em cada 100 tomadores de crédito estavam em situação de endividamento de risco – o equivalente a pouco mais e 15 milhões de pessoas.
O Banco Central leva em conta alguns critérios para incluir o consumidor nesse grupo, como atrasos superiores a 90 dias no pagamento das parcelas, comprometimento de mais da metade do salário com o pagamento de dívidas e o fato de usar vários tipos de crédito ao mesmo tempo, como cheque especial, cartão de crédito e empréstimos, por exemplo.
O órgão também considera a renda disponível após o pagamento da parcela – se o valor que sobra é maior ou menor do que o valor que é considerado linha da pobreza.
E se o consumidor cumpre dois ou mais desses critérios, é considerado um endividado de risco.
Ainda de acordo com o Banco Central, os endividados de risco estão mais concentrados nas regiões Norte e Nordeste, na população feminina, no público de maior idade e de menor renda.