Os juros do rotativo do cartão de crédito caíram na passagem de dezembro para janeiro.
De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com crédito rotativo caiu mais de 13 pontos percentuais e passou de 438,2% para 424,5% entre um mês e outro.
O juro rotativo é aquele que incide quando o consumidor paga menos que o valor total da fatura do cartão. É a linha de crédito mais cara do mercado.
A taxa registrada em janeiro é a menor desde maio de 2024. Mas não dá para comemorar. Afinal, ainda é uma taxa de mais de 420% de juros ao ano.
Na prática, numa conta simplificada, para o ouvinte entender melhor, significa que uma dívida de mil reais no cartão de crédito seria de 5.245 reais ao fim de 12 meses, se consumidor não pagasse a fatura no dia do vencimento. Ou seja, são 4.245 reais referentes a juros.
Por determinação da autoridade monetária, no entanto, os bancos são obrigados a transferir, depois de 30 dias, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos – ainda assim, a taxa é elevada.
No parcelado, a taxa de juros em junho subiu de 188,1% para 194,9% entre dezembro e janeiro.
Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa aumentou de 87,9% para 89,6%.
Ainda de acordo com os dados do BC, segunda linha de crédito mais cara disponível no mercado é o cheque especial. Na modalidade, a taxa de juros média cobrada no primeiro mês deste ano de 2026 foi de 138,7%, ligeiramente inferior aos 138,9% cobrados o mês anterior.