As famílias mais pobres foram as que mais sentiram o peso do aumento da inflação no mês de abril.
Segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, o índice de preços para quem ganha até 2.300 reais subiu de 0,85% em março para zero 0,92% no mês passado.
Nas demais faixas de renda, o custo de vida deu uma trégua e registrou desaceleração.
De acordo com os analistas do Ipea, os grandes vilões do orçamento dos mais pobres em abril foram os reajustes na conta de luz e o aumento no preço dos remédios.
No acumulado dos primeiros quatro meses deste ano, a inflação para essa parcela da população já chega a 2,66%.
Apesar disso, o acumulado dos últimos doze meses mostra que o bolso das famílias de renda muito baixa ainda acumula a menor variação do país, com taxa de 3,83%, contra uma variação média de 4,39%, considerando todas as faixas de renda.
Ainda de acordo com o Ipea, em abril, a pressão nos preços de itens básicos afetou a mesa de todos os brasileiros, independentemente da classe social.
Alimentos indispensáveis no prato ficaram mais caros, com destaque para arroz, feijão, batata e carnes, além da alta de quase 14% no preço do leite.
O encarecimento dos serviços de saúde, dos artigos de higiene e dos combustíveis também pressionou.