No último ano, os brasileiros enfrentaram um aumento alarmante nas fraudes digitais, com um prejuízo estimado em mais de R $ 1 bilhão, revela um estudo realizado pela OLX. Os números apontam um crescimento de 12 % em comparação com o ano anterior, destacando a urgência de medidas para proteger os consumidores contra esses golpes.
Os principais golpes relatados incluíam falso pagamento, invasão de conta e coleta de dados, sendo o falso pagamento o mais comum em 2023. Camila Braga, gerente de produto da OLX, explica sobre o golpe. O falso pagamento é uma evolução do golpe do envelope vazio.
Quando ano passado, os golpistas realizavam depósitos nas caixas eletrônicos, mas sem nada no envelope coletor. A adaptação de golpes antigos e já conhecidos é muito comum no ambiente digital. Para evitar o golpe do falso pagamento, é importante que as pessoas prestem atenção quando estão negociando online e evitem fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo, porque isso faz com que não se percebam os detalhes da negociação.
Deve-se negociar sempre pelos chats das plataformas, evitando ir para aplicativos de mensagem, assim como entregar o produto apenas após confirmar o recebimento do pagamento em sua conta bancária. Nunca compartilhe informações pessoais como número de telefone, e-mail, CPF e dados bancários com desconhecidos.
E se for entregar o item em mãos, escolha sempre um local público bastante movimentado, como shopping, estações de metrô e supermercados, por exemplo. Diante do aumento alarmante das fraudes digitais, é essencial que os consumidores estejam cientes dos riscos e adotem práticas de segurança ao navegar na internet e realizar transações online.
Camila fala ainda sobre a importância da educação digital. A educação digital é tão importante quanto as soluções de tecnologia para a prevenção a fraudes. Os golpistas usam de engenharia social, ou seja, de artimanhas, para enganar as pessoas e envolvê-las na fraude.
Uma sociedade com mais informações sobre os benefícios e riscos do mundo online dificulta a ação dos fraudadores e protege mais as pessoas. Da mesma forma que adotamos atitudes seguras ao sairmos nas ruas, colocando nossos celulares, carteiras e bolsas em locais seguros, devemos fazer o mesmo no ambiente digital.
Segundo os dados divulgados, o estado de São Paulo lidera as estatísticas de vítimas, representando 45 % do total, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11%, e Minas Gerais, com 8%. Entre os produtos mais visados pelos golpistas estão carros, vans e utilitários, que correspondem a 25 % das ocorrências, seguido por celulares e smartphones, com 22 % e videogames, com 13%.