Anatel determina medidas para combater falsificação de identificação em chamadas telefônicas
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A Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, anunciou seis medidas cautelares para reforçar o combate ao chamado spoofing, prática em que chamadas telefônicas são realizadas com a identificação de origem adulterada, dificultando a identificação de quem realmente fez a ligação.
Em outras palavras, são aquelas ligações que usam números falsificados para enganar consumidores.
Segundo a agência, esse tipo de fraude é frequentemente utilizado em golpes e outras atividades irregulares, já que o número exibido na tela do telefone pode não corresponder ao verdadeiro originador da chamada.
As medidas foram direcionadas a empresas identificadas como responsáveis por grande volume de chamadas com indícios dessa prática.
A Anatel determinou duas frentes de atuação: a primeira busca rastrear a cadeia de encaminhamento das ligações para identificar quem efetivamente originou o tráfego irregular; a segunda prevê o bloqueio das chamadas associadas ao spoofing.
De acordo com a agência reguladora, as empresas deverão adotar providências para interromper o tráfego suspeito em até cinco dias após serem notificadas. Também terão até 30 dias para apresentar relatórios detalhando o rastreamento das ligações.
Caso não consigam identificar a origem das chamadas, as operadoras e empresas envolvidas deverão justificar formalmente a impossibilidade e comprovar as tentativas realizadas para localizar os responsáveis.

