A Amazônia Legal registrou o menor índice de desmatamento em seis anos no último bimestre. Os dados foram divulgados nesta segunda pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon. De acordo com o levantamento, foi uma diminuição de 63% se comparado com o mesmo período do ano passado.
O resultado mostra que a região apresenta o 13º mês consecutivo de redução, como detalhe a pesquisadora do Imazon, Larissa Mourinho. Apesar da boa notícia, o primeiro bimestre do ano de 2024 apresentou uma área desmatada acima do que foi registrada entre os anos de 2008 a 2017, exceto no ano de 2015. Para todos os outros anos da série histórica, o desmatamento registrado no primeiro bimestre anual atingiu uma área de desmatamento abaixo do que 150 quilômetros quadrados.
A devastação registrada no primeiro bimestre do ano de 2024. Equivale à derrubada de 327 campos de futebol por dia. A pesquisadora do Amazon alerta para os desafios que ainda existem no combate ao desmatamento na Amazônia. A redução do desmatamento indica bons avanços para a conservação da Amazônia legal.
Para que esse cenário de redução continue ocorrendo, é necessário que, além de priorizar as ações de combate e controle do desmatamento na Amazônia como um todo, também se priorize a demarcação daquelas áreas que ainda não possuem um uso definido e que elas sejam demarcadas para a criação de novas áreas protegidas, como, por exemplo, terras indígenas, territórios quilombolas e novas unidades de conservação. Pois esses territórios, historicamente, apresentam um número menor de desmatamento e, por sua vez, contribuem para a conservação na Amazônia. Os estados com o maior número de desmatamento neste ano foram Mato Grosso, Roraima e Amazonas.