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Conta de luz deve ficar 8% mais cara este ano, estima Aneel

Prepare o bolso, a conta de luz vai ficar mais cara esse ano e o aumento vem maior do que a inflação.

É o que indicam as projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, que constam da mais recente edição do InfoTarifa, um boletim que é divulgado pelo órgão a cada três meses

O documento detalha a evolução histórica e os principais impactos em cada componente das tarifas, além de apresentar os fatores que influenciam nos cálculos realizados pela Agência, como os encargos setoriais.

Considerando o cenário atual, a Aneel calcula, para este ano, uma alta média de 8% na conta de luz.

Esse percentual é quase que o dobro da inflação acumulada em 2025, que ficou na casa de 4,3%.

É superior também à inflação projetada para este ano.

Para se ter uma ideia, as projeções atuais indicam o IPCA, medido pelo IBGE, em 3,9%, e o IGP-M, índice inflacionário medido pela FGV, em 3,1%.

O principal vilão para esse reajuste na casa de 8% é o aumento dos encargos setoriais, especialmente a chamada Conta de Desenvolvimento Energético, que financia subsídios e políticas públicas do setor.

Somente esse fundo deve custar mais de 52 bilhões de reais este ano, um valor recorde que é repassado diretamente para as tarifas pagas por residências e empresas.

Apesar da previsão de alta nacional, há uma expectativa de alívio para os estados das regiões Norte e Nordeste. A Aneel estuda utilizar recursos vindos de pagamentos de geradoras hidrelétricas para amortecer o impacto nessas áreas, o que poderia gerar descontos pontuais e reduzir o efeito médio do reajuste no país para cerca de 5%.

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