Preços dos alimentos continuarão em alta, no país, nos próximos meses.
A projeção é do Banco Central e aparece na ata da reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, realizada na semana passada.
Entre os motivos estariam o tempo quente e seco, em boa parte dos últimos meses, que prejudicou lavouras do país inteiro e prejudicou a produção de vários alimentos.
O órgão também mostrou preocupação com o preço da carne, que disparou, da reta final de 2024 pra cá.
Nesse caso, o clima ruim, que por um bom tempo prejudicou os pastos e alimentação dos rebanhos, é um dos motivos, na avaliação de especialistas.
Mas também pesam, por exemplo, as vendas para o exterior, já que o Brasil é o maior exportador de carnes de mundo.
E, ainda, a oferta menor de gado, já que os abates cresceram demais nos últimos dois anos.
Com alimentos mais caros e outros problemas, o Banco Central acredita que a inflação pode, sim, estourar a meta outra vez.
Ela é de três por cento, com uma margem de tolerância que vai até quatro e meio.
No ano passado, porém, os preços aumentaram quatro 4,83 por cento, na média.
E, para 2025, o mercado financeiro já fala em uma inflação de mais de cinco por cento.