Em 2022, 49,1% dos mais de 72 milhões de lares brasileiros tinham pessoas do sexo feminino como responsáveis, é o que aponta o Censo Demográfico 2022, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE.
Segundo a pesquisa, o número de mulheres responsáveis pelas famílias teve um aumento significativo em relação a 2010, quando o percentual era de 38,7%. Os estados do Nordeste se destacam, com mais de 50% de mulheres responsáveis em Pernambuco, Sergipe e Maranhão, conforme destacou o gerente de projeções e estimativas do IBGE, Márcio. Da federação, mais mulheres responsáveis do que homens responsáveis.
Em 2010, a proporção é de cerca de 61% de homens responsáveis e 39% de mulheres responsáveis. A pesquisa também revela que 57,5% dos lares eram formados por responsáveis e cônjuge de sexos diferentes, enquanto 41,9% não tinham cônjuge. Pela primeira vez, pardos superaram brancos como responsáveis e o número de pessoas vivendo sozinhas cresceu em todas as faixas etárias.
Além disso, os lares homoafetivos aumentaram de 59 mil para 391 mil em 12 anos. Sobre óbitos, entre agosto de 2021 e julho de 2022, o Brasil registrou 1,3 milhão de mortes, com mais de 54 mil mortes. 4% sendo homens. A alta mortalidade masculina está relacionada a causas externas, conforme explicou a gerente de estudos demográficos do IBGE, Isabel Marri. Estão nessas idades de 15, há aproximadamente 40 anos, 39 anos de idade, que os óbitos masculinos são bem maiores que os óbitos femininos. E isso está relacionado às causas externas, às causas violentas que a gente chama, que afetam muito mais os homens do que as mulheres.
A sobremortalidade masculina só é revertida nos grupos de idade mais avançados, a partir dos 80 anos, onde a participação de óbitos femininos supera os masculinos.