Cresce no Brasil a quantidade de pedidos de mudança de gênero.
Desde 2018, depois de decisão do STF, a troca pode ser feita sem a necessidade de autorização judicial ou de cirurgia de redesignação de sexo.
Basta apresentar em cartório cópias de todos os documentos pessoais, como RG, certidão de nascimento atualizada e comprovante de endereço, além de certidões que comprovam que não há pendências criminais, cíveis, eleitorais e nem militares, no caso de pessoas do gênero masculino.
Somente neste ano de 2023, considerando registros até o dia 10 de dezembro, pouco mais de 3.900 pessoas fizeram a alteração de gênero, e 9 em cada 10 também se rebatizaram com novos nomes.
Em comparação com 2018, a alta é de quase 246%.
Os dados, que ainda são parciais, são da Arpen-Brasil, a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais.
De acordo com a entidade, neste ano a maioria das transições com mudança de nome foi do gênero masculino para o feminino – 2.169, na parcial; mudanças do feminino para o masculino somaram 1.512.
Além disso, foram contabilizados 227 registros de mudança de gênero em que os cidadãos optaram por preservar o nome que receberam no momento de seu nascimento – mudando apenas o gênero em duas documentações.