Em média, foram 20 reais a mais por hora trabalhada em 2022. Representa um valor 61,4% maior do que recebem os pretos ou pardos.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A diferença, apesar de grande, já foi maior, mas diminuir de forma muita lenta, segundo o IBGE.
Quando o instituto começou a série histórica, em 2012, os brancos ganhavam quase 70% a mais.
Os dados levam em conta o rendimento por hora de todos os trabalhos de pessoas empregadas e revelam que a desigualdade existe em diferentes níveis de escolaridade.
Essa diferença é maior entre cidadãos com ensino superior completo: a renda por hora dos brancos é 37,6% maior do que entre pretos e pardos.
A informalidade, para essas pessoas, acaba sendo a saída. No ano passado, a proporção de mulheres e homens dessa camada da população sem vínculo empregatício era maior do que o índice de ocupados.